08.30.08

Hipermídia e inter-ação.

Enviado em Uncategorized às 3:20 pm por tecnologiaparadoxal

Há algum tempo atrás a comunicação de massa era uma comunicação individualizada, mas devido aos avanços tecnológicos, esse tipo de comunicação foi perdendo lugar para outro: a comunicação interativa.

Os meios digitais estimulam o desejo pela produção do conteúdo o que fez com que hoje, a separação entre emissor, canal e receptor tenha mudado em grande escala. O receptor sai da posição passiva na qual vivia e passa a ser participante ativo passando a ter a capacidade de ser emissor também. O próprio Blog, no qual escrevo agora é um exemplo disso. A este processo damos o nome de hipermídia.

Um exemplo conhecido por todos, onde esse processo de interatividade é claro é o programa Big Brother. 12 participantes aceitam ficar trancados em uma casa por três meses e deixam suas vidas nas mãos do publico, pois são eles que, através de ligações ou votações pela internet, vão decidir quem será o futuro novo bilionário.

Este programa é um exemplo hipermidiático, pois envolve três meios de comunicação, a televisão, o telefone e a internet, e possibilita que o receptor participe ativamente, passando a ser emissor, pois interage com um conteúdo virtual.

Como já disse Marshall Berman “tudo que é solido se desmancha no ar”, nada tem tempo de se ossificar nos tempos modernos, por isso, só nos resta esperar para ver qual o novo tipo de comunicação que surgirá para que este seja substituído.

08.15.08

Análise do texto “A urgência de uma filosofia da fotografia”, Vilém Flusser

Enviado em Uncategorized às 12:26 am por tecnologiaparadoxal

Vilém Flusser foi um filosofo tcheco que se propos a fazer uma investigação crítica e racional de alguns princípios fundamentais relacionados a vida dos seres humanos, tomando como exemplo a fotografia.

Segundo Flusser, os homens funcionam apenas como funcionários da tecnologia.Isso porque, todos nós usamos a tecnologia de maneira redundante já que não temos conhecimento da “caixa preta” ou seja do funcionamento interno e complexo de nossos aparelhos.

Para entender os textos de Flusser devemos destacar 3 itens principais e seus significados segundo a definição feita pelo autor: Imagens são superfícies sobre as quais circula o olhar; aparelhos são brinquedos que funcionam com movimentos eternamente repetidos;e por fim,  programas são sistemas que recombinam constantemente os mesmos elementos.

As máquinas fotográficas são aparelhos geradores de signos que não produzem linguagem, apenas reproduzem uma linguagem ou um signo já existente e é por este motivo que Flusser classifica o homem como homem funcionário ou homem massa.

O homem massa apenas realiza aquilo que já está previsto pelo programa, algo já existente. Ele trabalha no âmbito da redundância e sem possibilidade de ser livre pois apenas obedece regras apertando corretamente os botões nos momentos previstos pelo sistema de forma robotizada.

Flusser define este processo como sendo o “chão do eterno retorno” pois o chamado homem funcionário continua progressivamente fazendo coisas previstas pelo sistema, retornando sempre ao mesmo lugar encontrando-se portanto em um círculo sem saída.

Nesse texto Flusser defende a idéia de que nós deveríamos seguir uma reta, onde nada se repete, tudo se cria, tudo se inova. Mas isso só é possivel com a subverção do sistema, que por sua vez só é possivel, neste caso, com o conhecimento da caixa preta da câmera fotográfica.

Podemos concluir por fim que Flusser tem como fundamento de sua tese, a idéia da liberdade do homem em relação ao aparelho e ao sistema. Devemos sair da posição de robos e o primeiro passo para sair dessa posição deplorável é reconhecer que vivemos nessa posição para que possamos agir e seguir em uma reta de progresso e liberdade.

Juliane Saraiva